sexta-feira, 4 de abril de 2025

Câmara de Vereadores de Ilhéus dá sinais de renovação e promete atuação mais próxima da população

Ilhéus começa a observar um novo momento na Câmara Municipal. Com apenas três meses de mandato, os novos vereadores têm demonstrado uma postura mais ativa e comprometida, o que vem chamando a atenção da população e de lideranças políticas locais.

A nova composição do legislativo municipal apresenta um diferencial que há muito tempo não se via: mais qualidade nos debates, atuação mais presente nas comunidades e maior atenção às demandas populares. Para muitos ilheenses, trata-se de um novo fôlego para a política local, marcada por anos de descrédito.

O impacto positivo foi tão expressivo que trouxe ânimo até para os vereadores mais antigos, que agora mostram mais firmeza na atuação e não hesitam em apontar falhas, inclusive entre os próprios colegas quando percebem atitudes que podem representar riscos à saúde pública. Essa vigilância interna reforça o compromisso da Casa com a ética, a responsabilidade e a proteção da população.

Especialistas ressaltam que o bom desempenho do Legislativo precisa ser acompanhado por uma resposta igualmente eficiente do Executivo. As demandas apontadas pelos vereadores representam as vozes das ruas e, portanto, devem ser levadas em consideração pelo governo municipal.

A expectativa agora é que esse ritmo se mantenha e se fortaleça ao longo dos próximos meses, com a Câmara cumprindo seu papel de fiscalizadora e propositora, em sintonia com os interesses do povo de Ilhéus.

"Renovação de Mentira: Quando a Esperança Vira Frustração em Ilhéus"

 


Em Ilhéus, como em tantas cidades brasileiras, a palavra “renovação” tem sido o carro-chefe de campanhas eleitorais. Candidatos a prefeito batem nessa tecla, prometendo romper com a velha política, mudar a forma de governar e ouvir de verdade a população. Mas a pergunta que ecoa nas ruas da cidade é: o que Ilhéus pode realmente esperar de quem promete renovação na campanha, mas, ao assumir o cargo, repete os mesmos erros de gestões passadas?

A população ilheense tem sido paciente, mas também tem memória. Já viu prefeitos chegarem ao poder com discursos empolgados e cheios de esperança  apenas para se elegerem, mas a velha política continua: indicações por acordos, falta de diálogo com as comunidades, promessas não cumpridas e uma cidade que segue lutando com problemas históricos na saúde, infraestrutura e mobilidade.

O que se vê hoje são secretarias  sendo tomadas por acordos e escancaradas para os mesmos grupos políticos que, no passado, já levaram o nome de Ilhéus aos noticiários nacionais, e não por bons motivos. Escândalos de corrupção e má gestão ainda ecoam na memória da população, que vê com preocupação essas figuras retornarem aos bastidores do poder, agora disfarçadas sob um novo discurso de "mudança".

Não Podemos Considerar a Violência Como Algo Comum



Em um cenário onde notícias sobre assaltos, agressões, tiroteios e mortes se tornam cada vez mais frequentes, cresce o risco de que a sociedade comece a tratar a violência como algo corriqueiro — como parte do dia a dia. Essa normalização é perigosa. Ela anestesia, enfraquece a indignação e reduz a pressão por mudanças efetivas.

Segundo dados recentes de institutos de segurança pública, a maioria dos brasileiros já foi diretamente afetada ou conhece alguém que sofreu algum tipo de violência urbana. Nas periferias, isso se intensifica: a violência se infiltra nas rotinas, nas conversas, nos trajetos diários, muitas vezes sem causar mais espanto. E é exatamente aí que mora o perigo.

“Quando deixamos de nos chocar, começamos a aceitar”, afirma a socióloga Carla Mendes. “E quando aceitamos, paramos de lutar por políticas públicas, por segurança efetiva, por justiça.”

A banalização da violência atinge também os mais jovens, que crescem acostumados com o medo, com sirenes, com barulhos de tiros e com notícias de luto. A escola ensina matemática, mas não ensina a lidar com o trauma de perder um colega por causa de uma bala perdida.

A luta contra a violência passa não apenas por medidas de segurança, mas também por educação, cultura, saúde mental e oportunidades reais. Enquanto enxergarmos a violência como algo inevitável, deixaremos de exigir um país mais justo, mais seguro e mais digno para todos.

É urgente resgatar a capacidade de se indignar. Violência não é rotina. Violência não é paisagem. Violência não é normal. E nunca deve ser.

Câmara de Vereadores de Ilhéus dá sinais de renovação e promete atuação mais próxima da população

Ilhéus começa a observar um novo momento na Câmara Municipal. Com apenas três meses de mandato, os novos vereadores têm demonstrado uma pos...