*Para Adélia, comissão fortalece defesa dos produtores de cacau da Bahia*
A professora Adélia Pinheiro avalia que a comissão de enfrentamento à nova crise da lavoura cacaueira, criada pelo governador Jerônimo Rodrigues, reforça a luta dos produtores de cacau da Bahia. “É um instrumento focado na defesa de preços justos para a amêndoa e na expansão de políticas para fortalecer a cadeia produtiva”, explicou, nesta quarta-feira (4), em Salvador, após participar da reunião em que o chefe do Executivo baiano anunciou o grupo de trabalho.
A comissão, segundo Adélia, reúne pequenos produtores da agricultura familiar, Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste da Bahia (Amurc), prefeitos, prefeitas, deputados federais e estaduais, as instâncias estadual e nacional da Câmara Setorial do Cacau e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb).
A reunião desta quarta-feira (4) deu encaminhamento às reivindicações do setor produtivo, informou Adélia. “A comissão formula plano de trabalho para a proteção da produção cacaueira, com foco nos pequenos produtores, associações e cooperativas. Também vai fazer levantamento para estimar o tamanho da safra da Região Cacaueira”, detalhou.
Adélia Pinheiro também ressaltou as medidas adotadas pelo Governo Federal: “Com articulação do ministro Rui Costa, o Ministério da Agricultura vai intensificar a fiscalização do cacau importado e das condições em que ele é produzido. Em outra frente, o Governo acionará o Conselho Administrativo de Defesa Econômica para investigar se existe algum tipo de cartel para baratear o cacau no mercado interno, como suspeitam os produtores”.
A tonelada do cacau na Bolsa de Nova Iorque fechou esta quarta-feira (4) a 4.025 dólares, equivalente a cerca de R$ 21 mil. A cotação serve de referência para a precificação global da commodity. Se o preço fosse aplicado sem mediações no sul da Bahia, a arroba estaria em R$ 315. Mas, na região, ela terminou o dia vendida a R$ 235.


