A direita brasileira entrou oficialmente em colapso. O que antes era apenas tensão nos bastidores agora se tornou uma crise pública, com traições, ataques internos e desmoralização da própria base.
Tudo começou com Jair Bolsonaro, que, diante do ministro Alexandre de Moraes no STF, surpreendeu ao chamar seus próprios apoiadores de “malucos” e “baderneiros”. A tentativa de se livrar de punições custou caro: causou revolta entre os bolsonaristas fiéis e desmobilizou manifestações que vinham sendo convocadas por seus aliados.
Como se não bastasse, dias depois, o pastor Silas Malafaia — um dos principais porta-vozes da ala religiosa da direita — foi ainda mais direto. Em discurso público, ele classificou a maioria dos políticos da direita como “vagabundos”, “prostitutos” e “corruptos”. A fala não deixou dúvidas: o campo conservador está em guerra interna.
Esses episódios desmontam qualquer discurso de superioridade moral da direita e revelam um movimento político mergulhado em contradições, disputas de poder e ausência de liderança real. A tentativa de manter uma narrativa unificada contra a esquerda desmoronou, dando lugar a brigas internas e desilusão generalizada.
Não se trata mais de prever um colapso — ele já está em curso. A direita brasileira está desfigurada, dividida e sem rumo.